{"id":1749,"date":"2016-01-28T11:46:12","date_gmt":"2016-01-28T11:46:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.scmlousa.pt\/?page_id=1749"},"modified":"2016-05-24T13:41:00","modified_gmt":"2016-05-24T13:41:00","slug":"institucional","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.scmlousa.pt\/?page_id=1749","title":{"rendered":"Institucional"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A institui\u00e7\u00e3o das Miseric\u00f3rdias em Portugal \u00e9 obra da rainha D. Leonor, irm\u00e3 de D. Manuel e vi\u00fava de D. Jo\u00e3o II, durante o final do s\u00e9culo XV. Do primeiro compromisso, da Miseric\u00f3rdia de Lisboa, sucedem-se por toda a parte as funda\u00e7\u00f5es de casas de Miseric\u00f3rdia. Na Lous\u00e3, a Santa Casa da Miseric\u00f3rdia surge em 1566, desconhecendo-se qualquer documento respeitante \u00e0 a\u00e7\u00e3o desenvolvida no primeiro s\u00e9culo de exist\u00eancia, que n\u00e3o algumas actas de sess\u00f5es da Mesa e o Alvar\u00e1 R\u00e9gio de D. Sebasti\u00e3o, que aprova o compromisso da Irmandade da Miseric\u00f3rdia. Passados dois anos, \u00e9 conclu\u00edda a constru\u00e7\u00e3o da capela e casa do despacho, onde os irm\u00e3os reuniam. O primeiro provedor de que h\u00e1 not\u00edcia, em acta de 1691, \u00e9 Lu\u00eds Bay\u00e3o Carrisso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sob a administra\u00e7\u00e3o da Santa Casa da Miseric\u00f3rdia da Lous\u00e3 funcionou uma albergaria e um centro de assist\u00eancia social, que procuravam cumprir com algumas obras de miseric\u00f3rdia, tais como dar pousada aos peregrinos, vestir os nus e dar de comer a quem tem fome e de beber a quem tem sede. H\u00e1 tamb\u00e9m registo, em actas, da exist\u00eancia de \u201cmamposteiros\u201d, indiv\u00edduos que se propunham a fazer recolha de donativos destinados ao resgate de cativos em pa\u00edses estrangeiros e de presos condenados pela Justi\u00e7a comum que aguardavam retidos por falta de pagamento ou por pena pecuni\u00e1ria. Era ainda a obra de enterrar os mortos cumprida atrav\u00e9s da presen\u00e7a da Irmandade como obrigat\u00f3ria em todos os funerais e ao seu Provedor competia o direito de marcar a hora de sua sa\u00edda. Deixando a Irmandade de reunir n\u00famero suficiente de Irm\u00e3os para acompanhar os funerais, v\u00ea-se desaparecer tal h\u00e1bito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Das actas de sess\u00f5es de 1782, 1783 e 1817 se prova que existiam casas do \u201cOspital\u201d, procurando a Institui\u00e7\u00e3o curar os enfermos. Em 1861 \u00e9 assinalado o desaparecimento de tais casas, que haviam sido demolidas. Ficando a Lous\u00e3 privada da presen\u00e7a de um edif\u00edcio hospitalar, \u00e9 de louvar a iniciativa tomada por Jo\u00e3o Elis\u00e1rio de Carvalho Monte Negro e um grupo de cidad\u00e3os dedicados \u00e0 sua terra, em 1865, de constituir uma comiss\u00e3o a quem se deu o empreendimento da constru\u00e7\u00e3o de uma unidade hospitalar \u2013 o Hospital de S\u00e3o Jo\u00e3o. Ainda hoje \u00e9 referido como o \u201chospital do povo da Lous\u00e3\u201d, porque fora implementado e constru\u00eddo \u00e0s suas custas. Em 1866, no dia 24 de Junho, dia do anivers\u00e1rio do Comendador Monte Negro, \u00e9 colocada a primeira pedra do edif\u00edcio. A 11 de Mar\u00e7o de 1868, as obras do hospital s\u00e3o terminadas, mas sem meios para o abrir. Devido \u00e0 falta de meios financeiros e de uma administra\u00e7\u00e3o coesa e organizada, em 1888 o hospital \u00e9 entregue \u00e0 Santa Casa da Miseric\u00f3rdia da Lous\u00e3, institui\u00e7\u00e3o local de assist\u00eancia social com melhores condi\u00e7\u00f5es para a sua gest\u00e3o. Neste ano entraram 31 doentes, sa\u00edram curados 22, melhorados 6, falecidos 3.<br \/>\nComo a Santa Casa da Miseric\u00f3rdia da Lous\u00e3 tinha apenas como fun\u00e7\u00e3o a administra\u00e7\u00e3o geral do hospital, faltando algum controlo ao servi\u00e7os cl\u00ednicos e de enfermagem, em 1936 a enfermagem, dire\u00e7\u00e3o e administra\u00e7\u00e3o do Hospital passam a ser da responsabilidade das Irm\u00e3s Franciscanas Mission\u00e1rias de Maria. Estas alargaram os servi\u00e7os cl\u00ednicos, com um laborat\u00f3rio e um servi\u00e7o de alta cirurgia, devido \u00e0 generosidade do Doutor Am\u00e9rico Viana de Lemos e o Professor Doutor Bissaya Barreto, mas que em pouco tempo cessaram. Tamb\u00e9m sob responsabilidade das Irm\u00e3s e com o intuito de ensinar, funcionou uma creche, destinada a crian\u00e7as oriundas de fam\u00edlias desfavorecidas, criada a 19 de Mar\u00e7o de 1937, mas que j\u00e1 antes teria sido instalada num velho edif\u00edcio cont\u00edguo ao hospital. Eram admitidas at\u00e9 80 crian\u00e7as de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 4 e os 6 anos. Apresentavam mensalidades reduzidas ou nulas. Funcionou ainda uma casa do trabalho, onde davam educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 e ensinavam raparigas a fazer bordados e costura, e uma col\u00f3nia balnear, para crian\u00e7as, em Buarcos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1960 aumentam o quadro de pessoal, com a cria\u00e7\u00e3o de uma secretaria e com uma sec\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o social, para aliviar o provedor dessas fun\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m nos servi\u00e7os cl\u00ednicos surgem os partos. Em 1962 \u00e9 criado o Lar de idosos da Santa Casa da Miseric\u00f3rdia da Lous\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir de 1976, com a nacionaliza\u00e7\u00e3o dos hospitais, surge uma Miseric\u00f3rdia sem subsistema hospitalar e ao velho hospital sucede o Centro de Sa\u00fade da Lous\u00e3. Desta forma, a Santa Casa passa a dedicar-se exclusivamente \u00e0 creche e ao lar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1978 surge o Centro de Dia. Em 1982 ergue-se um novo compromisso, em que os \u00d3rg\u00e3os dirigentes passam de uma Junta Geral da Irmandade e de uma Mesa Administrativa para uma Assembleia Geral, uma Mesa Administrativa e um Conselho Fiscal. Em 1988 \u00e9 criado o Servi\u00e7o de Apoio Domicili\u00e1rio (SAD), na Lous\u00e3, bem como um lar residencial para pessoas com defici\u00eancia. \u00c9 tamb\u00e9m fundado um jardim-de-inf\u00e2ncia, destinado a crian\u00e7as com idades compreendidas entre os 3 e os 6 anos, passando a creche a abranger os mais pequenos, entre os 0 e os 3 anos. Em 1994 surgem os apartamentos com rendas sociais. Em 1994 e 2001, surge em Foz de Arouce o SAD e o Centro de Dia, respetivamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje a Santa Casa da Miseric\u00f3rdia da Lous\u00e3 \u00e9 definida como uma Institui\u00e7\u00e3o Particular de Solidariedade Social, sem fins lucrativos e de \u00e2mbito regional, que procura intervir no \u00e2mbito da a\u00e7\u00e3o social, apresentando respostas sociais que se concretizam atrav\u00e9s de diversos equipamentos e servi\u00e7os.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A institui\u00e7\u00e3o das Miseric\u00f3rdias em Portugal \u00e9 obra da rainha D. Leonor, irm\u00e3 de D. Manuel e vi\u00fava de D. Jo\u00e3o II, durante o final do s\u00e9culo XV. Do primeiro compromisso, da Miseric\u00f3rdia de Lisboa, sucedem-se por toda a parte as funda\u00e7\u00f5es de casas de Miseric\u00f3rdia. 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